Júlio Verne há mais ou menos cento e cinqüenta anos atrás, descrevia em seu livro Viagem ao Centro da Terra, uma aventura inusitada.

Tratava-se de obra de ficção, onde diversos aventureiros, após percorrer túneis e cavernas, iriam descobrir um novo mundo debaixo da Terra: lagos, terras, oceanos, cogumelos gigantes, animais e plantas antediluvianas iluminados por um Sol. Curiosamente, o caminho para tal mundo veio após ter-se decifrado um manuscrito alquímico escrito em caracteres rúnicos – trazido da Islândia . Hoje em dia a popularização da literatura fantástica veio reacender o mito dos mundos interiores e existem sociedades iniciáticas (A Eubiose, A Teosofia e a Sociedade Teúrgica) que tratam deste tema com destaque.

Geralmente, quando se fala de SHAMBALLAH, costuma-se referir a um lugar estranho, secreto, misterioso e inacessível. E isso é verdade, mesmo quando, ao juízo de alguns investigadores, seja considerado um “lugar físico”, mas que, no dizer dos entendidos ou daqueles que realmente investigam os grandes segredos arcaicos da Natureza, SHAMBALLAH está oculta nas misteriosas e impenetráveis regiões etéricas do planeta e somente os grandes Iniciados têm acesso àquele lugar.

Ainda segundo as tradições da Mongólia, da Índia, do Tibete e de muitos outros povos orientais Melk-Tjedec (= Dharma-Râja) vive em uma “cidade”, que é conhecida como o nome de Agartha, segundo muitos situada possivelmente no Himalaia.

Agharta é uma palavra budista, e refere-se ao Império Subterrâneo, que muitos acreditam existir abaixo da Terra. Este mundo subterrâneo tem milhões de habitantes, residentes em diversas cidades e SHAMBALLAH é a sua capital.

Os orientais falam muito do REI DO MUNDO, um ser enigmático, considerado a mais alta forma de Consciência Divina na terra vivendo num lugar oculto denominado SHAMBALLAH.

O Chefe supremo deste mundo interior é conhecido no Oriente como Melk-Tjedeq (MELQUISEDEC) o REI DO MUNDO, exercendo um governo justo, perfeito e poderoso, com reflexos na superfície da Terra. A história de Melk-Tjedeq, sem dúvida é um dos mais importantes enigmas da história da humanidade.

Melquisedec é um Ser que sempre esteve presente neste planeta em todos os ciclos de civilização, sendo, portanto a manifestação perene do próprio PODER DIVINO na Terra.

Melki-Tsedeq, na sua dupla função de Soberano e Pontífice é na realidade o Alfa e o Omega de toda a evolução em processo no nosso globo, como organizador supremo das instituições humanas de todas as civilizações, dado que determina até mesmo o biótipo dos seres.

Acredita-se que em diversas partes do mundo existam túneis e caminhos dimensionais que levam à esta civilização de sábios ; a maioria deles no Himalaia, Andes e até no Brasil – um dos mais importantes localiza-se precisamente nos contrafortes da Serra do Roncador (estado do Mato Grosso – próximo à fronteira dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul ).

No caso do Brasil Central, na Serra do Roncador, essa entrada é guarnecida pelos índios Xavantes, e em especial pelos índios morcegos (?) (que habitam nestas cavernas). Dizem que as pessoas que recebem permissão para ir ao mundo interior, têm consciência que o seu retorno é impossível.

Os cientistas do mundo subterrâneo possuem conhecimentos e tecnologias muito superiores às nossas, com total domínio das forças naturais e das leis da natureza. O escritor Ferdinand Ossendowsky afirma que o império de Agharta consiste de uma rede subterrânea de cidades interligadas por túneis, através dos quais os seus veículos (os vimanas) percorrem com incrível velocidade. Estes túneis têm acessos à superfície da Terra e Oceanos.

Nas diversas fases da nossa história, o reino de Agharta envia seus filhos ou emissários à superfície para auxiliar à humanidade. No épico hindu Ramaiana, Rama foi um destes emissários, chegando ao nosso mundo num veículo aéreo (vimana) e permanecendo entre nós. As estátuas gigantescas dos primeiros deuses (Ilha de Pascoa) e Reis Egípcios, assim como a estátua que retrata o primeiro Buda, representam estas influências ao longo do tempo.

Quetzalcóat, o profeta dos Maias e Astecas, era um estranho entre os índios, aparentando ser de uma raça diferente, por ser louro e provido de barba branca. Os astecas o chamavam de “Deus da Abundância”, e segundo os relatos trajava uma veste branca flutuante. Veio provavelmente dessa civilização subterrânea e retornou à sua terra, depois de observar que os índios pouco aproveitavam dos seus ensinamentos. Relatos semelhantes da presença destes avatares também ocorreram com os Incas, no Perú.

“O caminho que conduz a esta Terra Abençoada, este Mundo invisível, este Domínio Esotérico e Oculto, constitui a motivação central e a chave mestra de todos os ensinamentos misteriosos e ORDENS de iniciação no passado, presente e futuro”. Esta chave mágica é o ‘Abre-te Sésamo’ que destranca as portas de um mundo novo e maravilhoso. Os antigos rosacrucianos a designavam pela palavra V.I.T.R.I.O.L., que é a combinação das primeiras letras da frase “Vista Interiora Terrae Rectificando Invenes Omnia Lapidem”, para indicar que ‘no interior da Terra está oculto o verdadeiro mistério’. O caminho que conduz a este Mundo Oculto é o da iniciação.

Creio ser de Santo Agostinho o pensamento de que “Deus é um círculo cuja circunferência se encontra em toda parte e cujo centro não está em parte alguma”… Justamente porque não se pode separar o Espírito da Matéria, valendo por dizer que não se pode separar Deus da Humanidade em que se acha manifestado. O Círculo representa o Todo, a Circunferência é o seu aspecto material expresso pela Humanidade, e o Centro traduz o Espírito, expresso por Deus.

A mesma idéia de que o espiritual está dentro e é o centro de tudo, assim como o Sol, assim como SHAMBALLAH.
José Roberto Villas Bôas Gengo

Bestas, Homens e Deuses – Ferdinand Ossendowsky
O Rei do Mundo – Guénon Agharta, Shamballah e o Mundo Subterrâneo – Honório Ferreira Neto

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