Amén (Amon, Amun, Ammon, Amoun)

O nome Amen significa “O Oculto”. É a deidade patrona da cidade de Tebas nos tempos antigos, e era visto (junto com sua consorte Amenet) como o principal deus-criador pelos sacerdotes de Hermópolis. Seus animais sagrados são o ganso e o carneiro (áries). A partir do Médio Império Amen era meramente um deus local em Tebas; mas quando os Tebanos estabeleceram sua soberania no Egito, Amen tornou-se uma deidade proeminente, e durante a XVIII Dinastia era denominado Rei dos Deuses. Seu famoso templo, Karnak, é a maior estrutura religiosa jamais construída pelo homem. Suas dimensões são impressionantes.

De acordo com Budge, Amen era considerado como “um poder criador invisível o qual era a fonte de toda a vida nos céus, na terra, nas grandes profundezas e no Submundo, e que se manifesta na forma de Ra” durante as XIX-XX Dinastia. Adicionalmente Amen aparentemente foi o protetor de todo devoto pio que estivesse em necessidade. Amen era auto-criado segundo as tradições antigas; de acordo com outras tradições Amen foi criado por Thoth como um dos oito deuses primordiais da Criação, que eram: Amen, Amenet, Heq, Heqet, Nun, Naunet, Kau, Kauket).

Durante o Novo Império a consorte de Amen era Mut, “Mãe”, que parece ter sido a equivalente à “Grande Mãe” arquetípica. Os dois formavam o par reminescente do Deus e da Deusa, visto na tradição Hindu (ver), Budista Tibetana (Yab-Yum), assim como a atualmente revivida tradição druida ou mesmo a Wicca. Seu filho era o deus da Lua Khons. Veja também Khons, Thoth.

Texto enviado pela comissão de estudos da Editora Madras

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