Continuação

Templarismo Maçônico – evidentemente a Ordem Templária não teve origem nos Maçons, mas seja por meio dos contatos dos primeiros Templários fundadores, ainda na Idade Média, até quando as guildas de construtores medievais protegeram e ocultaram os Templários em seu seio, quando da época da perseguição, que Os Templários acabaram influenciando fortemente a Maçonaria.Quando do retorno dos primeiros Templários, que lutaram na Primeira Cruzada, à Europa, os mesmos trouxeram na bagagem certos segredos arquitetônicos, encontrados nos subterrâneos do Templo de Salomão, que foram legados aos construtores medievais e por meio desse conhecimento uma nova concepção arquitetônica surgiu na Europa, como um raio de sol a passar pelos vitrais das Catedrais, que atestam o uso dos conhecimentos oriundos de Jerusalém, que eclodiram como um novo esplendor na Arte de Construir por toda a Europa, sendo as Catedrais mais proeminentes do Continente Europeu, o Legado de Pedra, dos Maçons Medievais à humanidade, que perdura até hoje.

Após a constituição da Grande Loja da Inglaterra, Potência a qual estamos ligados, adveio à necessidade de estabelecer os Graus Filosóficos, não apenas do Escocismo, mas também de muitos outros Ritos Maçônicos, de nítidas inspirações Templárias, nos quais se perpetuam os Ensinamentos Secretos, passagens Históricas e Filosofia Gnóstica oriunda da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito figuram, em meio aos Graus Filosóficos, certos Graus Cavaleirescos, que atestam a continuação do Templarismo em meio aos Maçons, sendo o Grau 30, Kadosh, ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra, o Grau Templário mais representativo de todos, em meio ao Escocismo, onde a figura principal exaltada é Jaques De Molay, o Eterno Grão Mestre da Ordem do Templo. Ainda podemos citar como Ritos Templários, o Rito da Estrita Observância Templária, um Rito Maçônico, Templário até no nome, bem como O Rito Escocês Retificado, que além de suas origens e influências Martinistas, principalmente oriundas de Jean Baptiste Willermorz, constitui a porta de entrada para a Ordem dos Cavaleiros Bem Feitores da Cidade Santa, onde se verifica o Sublime e Real Espirito Cavaleiresco, que a todos os Cavaleiros anima Universalmente.

O Templarismo nas Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico
Como o nome bem diz “Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico”, o que o Maçom deve entender pela palavra aperfeiçoamento, se resume a um só termo: Estudo. Para os Maçons que gostam de estudar incessantemente e veem no estudo dos Mistérios, a própria razão de existência da Maçonaria, sem o qual é impossível chegar ao Autoconhecimento, que nos permite atingir uma maior Qualidade de Vida e ai sim podermos trabalhar pelo aperfeiçoamento e felicidade da humanidade, O Grande Priorado do Brasil das Ordens Unidas Religiosas, Militares e Maçônicas do Templo, de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta, apresenta de maneira primorosa, sublime, autêntica e Tradicional, tanto a Ordem do Templo, quanto a Ordem de Malta, indispensáveis ao currículo do Maçom estudioso, principalmente aqueles que já estão se graduando nos Graus Filosóficos, onde se encontram claras influências Templárias e Cavaleirescas.

O Templarismo e a Ordem De Molay
Gostaria de concluir a presente matéria, me dirigindo agora aos nossos valorosos Sobrinhos da Ordem De Molay, que integram as chamadas Ordens Para-Maçônicas. Criada em 1919, pelo Maçom Frank Sherman Land, a Ordem De Molay, hoje em dia, dentro do contexto que foi apresentado nesta matéria, seria considerada uma Ordem de Ressurgência Templária, nitidamente inspirada nos Cavaleiros Templários, tendo na figura de Jaques De Molay, um grande exemplo de Coragem, Bravura e Lealdade, capaz de vencer a própria morte e renascer como a Fênix, por meio das velas que De Molays do mundo todo acendem para representar as Virtudes Cardeais, que norteiam suas vidas, a saber: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.

Observando com atenção e profundidade, o belíssimo Ritual criado para os Sobrinhos De Molays, pelo Maçom Frank Marshall, bem como buscando nossos Sobrinhos, já em idade apropriada, um maior aprofundamento na Ordem De Molay, por meio da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques De Molay, é impossível não considerar a Ordem De Molay como uma das Ordens Neo Templárias mais respeitáveis do Mundo, uma vez que diversas Ordens Templárias de Ressurgência, já consideram os De Molays como uma moderna continuidade da Ordem do Templo, evidentemente num sentido filosófico e inoperacional. É muito importante que nossos Sobrinhos De Molays saibam por que o presente ano, de 2014, é considerado importantíssimo para a Ordem do Templo.

A exemplo do que já havia ocorrido com Os Cátaros, um grupo Gnóstico Cristão, que perpetuava no Sul da França uma forma de cristianismo mais primitiva e que se opunha ao Cristianismo pregado pelo Vaticano, na época, foram os mesmos perseguidos e sentenciados a fogueira pelo Papa Inocêncio III, que queria erradicar o que ele chamava de “Heresia Cátara” da face da Terra. Os Cátaros foram quase que totalmente exterminados, quando findou o cerco a Montségur, último bastião de resistência sulista, por meio de uma violenta investida de 30.000 homens, que arrasaram o Sul da França de 1209 a 1244, naquela que ficou sendo conhecida como a Cruzada Albigense e foi graças a Ordem do Templo, cujo Grão Mestre na época era Armand de Perigórd, também conhecido como Hermann de Pierre-Grosse, que indignado com a perseguição a Fé Cátara e sabendo que alguns Templários eram oriundos de famílias daquela região resolveu enviar, em segredo, uma pequeno grupo de Cavaleiros, cujo objetivo era se integrar aos Cruzados Albigenses, depois se separar dos mesmos e tentar engendrar um plano de fuga para os últimos Cátaros e alguns nobres sulistas, que acabaram ficando sitiados em Montségur depois de travar combates violentos contra os invasores.

“E após muitos séculos, quando ninguém estiver esperando, O Loureiro ira reverberar novamente…”
Ainda que perseguidos e praticamente extintos, Os Cátaros, com o auxílio dos Templários, se valeram de sua planta emblemática, O Loureiro, para simbolizar sua resistência e o retorno de sua Fé em tempos futuros, ainda que a mesma fosse praticada em segredo, tendo criado a seguinte frase, que nortearia a perpetuação e o ressurgimento secreto dos Cátaros, ao longo dos séculos: “E após muitos séculos, quando ninguém estiver esperando, O Loureiro ira reverberar novamente…”
Hoje em dia o Catarismo, confirmando a profecia, continua a ser perpetuado em seletos círculos Gnósticos que estudam, praticam e se inspiram nos ensinamentos, dos Cátaros de outrora, tendo realmente o Loureiro renascido uma vez mais.
Curiosamente, setenta anos após a Cruzada Albigense, ocorrida pelo fanatismo do Papa Inocêncio III, que estava muito interessado em colocar as mãos nas terras e riquezas do próspero Sul da França, um outro Papa, Clemente V, manipulado pelo Rei da França, Felipe IV, conhecido como Felipe, O Belo, perpetuaram ambos novamente uma perseguição, só que agora aos Templários, onde uma vez mais a cobiça, o fanatismo e a intolerância deram o tom a perseguição e a matança de centenas de Cavaleiros do Templo, em solo francês.

Quando da morte de Jaques de Molay em 18, de Março, de 1314 e tendo se cumprido a maldição lançada por ele, contra vários elementos que deram falso testemunho e condenaram a Ordem do Templo, inclusive o Papa Clemente V, morto após um mês, contando a partir da data de execução de De Molay e o próprio Rei Felipe IV, que morreu em circunstâncias misteriosas e terrível agonia, nove meses, após o martírio do último Grão Mestre, do 1º. Ciclo de atividades da Ordem do Templo, um sussurro começou a se fazer ouvir por toda a Europa, tanto em meio à nobreza, quanto em meio ao povo: “E após setecentos anos, a Fênix renascerá…”

A Fênix, ave mítica que renasce das cinzas para demonstrar os eternos ciclos de morte e renascimento era e continua sendo, a ave emblemática da resistência Templária, através da qual Jaques De Molay foi capaz de vencer as chamas da fogueira e se tornar Imortal, como a Fênix, em meio a diversas Ordens Cavaleirescas, que reconhecem seu martírio e principalmente brilha a Chama da Fênix Templária no coração de cada Sobrinho De Molay, que segue o Heroico exemplo do Patrono, de nossa bem amada Ordem. Estamos em 2014, setecentos anos após o Martírio de Jaques De Molay, sendo esse o momento propício e um tempo a muito aguardado, para o Renascimento da Ordem do Templo, em meio a um mundo que nunca necessitou tanto de bons exemplos, Virtudes e nobreza de caráter, como hoje em dia.

Rogamos ao Pai Celestial para que em meio a tantas expressões de Templarismo existentes atualmente, nossos Queridos Sobrinhos De Molays sempre se lembrem do seu importante papel, como verdadeiros Neo Templários, continuadores da Missão de Jaques De Molay, bem como de todos os Templários que o antecederam, chegando até o 1º. Grão Mestre da Ordem do Templo, Hugo de Payns. Ser membro da Ordem De Molay, num sentido mais filosófico e profundo, é ser mais um Elo, em meio a uma Corrente, que se iniciou muito séculos atrás, quando do advento da Ordem do Templo, cuja História ainda está sendo escrita em nossos dias atuais. O que nos cumpre é praticar as Virtudes, liderar pelo exemplo e continuar escrevendo essa gloriosa História com Amor, pois ser De Molay é um Estado de Espirito, uma Filosofia de Vida e um sentido do Dever, que abraçamos com muita satisfação, pois não existe maior Glória para um Cavaleiro que o Servir, de maneira desinteressada, todos os que necessitam, em qualquer esfera onde sejamos chamados a atuar, como bem exemplifica o seguinte texto, que era lido quando da acolhida de um Templário, no seio da Ordem:

“Tu nos vês com belos cavalos e belos arreios, e comer bem, e possuir belos trajes, e, portanto parece-te que terás vida confortável. Mas não sabes os severos mandamentos que prevalecem aqui dentro: porque é difícil tu, que és senhor de ti mesmo, tornares-te servo de outro (…); se quiseres ficar na terra desse lado do mar, serás mandado para o outro lado; se quiseres ficar em Acre, serás mandado para Trípoli.” (Regra – Recepção de um Irmão Templário – Parágrafo 661)

LIVROS PARA CONSULTA E APROFUNDAMENTO:

Os Cavaleiros Templários nas Cruzadas – Prisão, Fogo e Espada – John J. Robinson / Ed. Madras
Os Mistérios do Tesouro dos Templários e do Santo Graal – Os Segredos de Rennes Le Château – Lionel e Patricia Fanthorpe / Ed. Madras
A Linhagem do Santo Graal – A Verdadeira História do casamento de Maria Madalena e Jesus Cristo – Laurence Gardner / Ed. Madras

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