Dizem que todo homem, para se sentir realiza- do, deveria plantar uma árvore, ter um lho e escrever um livro.
Plantar uma árvore é fácil. Mesmo que moremos em um apartamento, podemos tomar de um vaso e plantá-la. Pode ser um exemplar minúsculo, um bon- sai por exemplo.

Ter um lho requer responsabilidade, dedica- ção. Exige tempo e nem todos estamos dispostos a isso. Ou, por vezes, é a vida que não nos per- mite por variadas questões que nos envolvem. Entretanto, sempre podemos nos tornar os protetores de uma vida, de um amigo, de um parente, de al- guém que necessite de apoio, ou até mesmo adotar uma criança. E teremos, de certa forma, atendido à questão.

Será que escrever um livro é para todos? Natural- mente, se pensamos em escrever, desejamos que seja algo bom, útil, agradável.
E observamos, no mundo, tanta literatura ruim em prateleiras de bibliotecas e livrarias…
O que não nos damos conta, em verdade, é que a nossa vida pode ser comparada com a elaboração de um livro.
Podemos imaginar que, ao nascermos, um livro nos seja colocado nas mãos. Páginas em branco, que iremos preenchendo, dia a dia.
O que nelas escreveremos é decisão de cada um. Verdade é que trazemos, ao (re)nascer neste planeta, um cabedal de conhecimentos, de virtudes ou de ví- cios em nossa intimidade.
É o nosso próprio conteúdo. Na medida em que vamos crescendo, ideias, tendências irão se apre- sentando. Mas, a obra que vamos escrever nesta vida é inédita.
Cada dia pode ser considerado uma linha, cada se- mana um parágrafo, cada mês, um texto, compondo as tantas páginas os anos que viveremos sobre a Terra.
Podemos escrever um poema pleno de beleza, com versos harmoniosos. Podemos escrever uma oração, uma súplica, um louvor.
Podemos escrever palavras ásperas, de um dia de indignação ou de desespero.
Podemos escrever histórias lindas de superação, de acolhimento, de doação ao próximo.
Podemos retratar os dias de felicidade, junto aos seres amados. A felicidade da chegada de um novo ser à nossa família.
Relataremos as conquistas, os estudos, as viagens, os encontros, reencontros e desencontros.
Registraremos os dias de ventura, de sol, de mui- tas alegrias. Também aqueles em que a tormenta nos
envolveu, um furacão nos roubou, momentaneamente, as esperanças, o frio tomou conta de nosso coração.

Quando nossa vida física se extinguir, teremos o livro pronto: no, grosso, de poucas ou muitas pági- nas, de acordo com os tantos anos vividos. E podere- mos folheá-lo e ler, com vagar.

Ah! Meus Irmãos! Com certeza descobriremos deta- lhes que gostaríamos jamais tivessem sido escritos.
Quantos desajustes por tolices ou até mesmo por vaidade, egoísmo, orgulho… Etc. Poderíamos ter sido mais compreensivos, tolerantes, amáveis… Quantas páginas poderiam ter palavras e/ou atitu- des mais amenas, mais carinhosas, mais úteis, me- nos dolorosas…
Como todo livro impresso, no entanto, esse não poderá ser corrigido senão com nova edição.
Por isso, é que existe a possibilidade da reencar- nação. É a oportunidade de o Grande Arquiteto do Universo nos permitir escrever um novo livro.
Utilizando o nosso livre arbítrio, poderemos reprisar todas as coisas boas que escrevemos. Po- deremos evitar aquelas amargas, desagradáveis, desnecessárias…
Somente em nós reside este poder: reescrever a nossa história, com letras caprichosas, encadernação luxuosa, dizeres de ouro.
E como ainda transitamos pela Terra, ou seja, como ainda estamos vivos neste presente, e utili- zando o nosso livre arbítrio, que tal então começar a escrever, no livro atual, agora, já, as páginas de luz que desejamos poder ler, com alegria, ao nal desta vida física?
Pensemos nisso meus Irmãos.

Referência: – Redação do Momento Espírita – 2015.

Sobre o Autor

ARLS Zênite, n ̊ 441 Oriente de Marília • GLESP

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