Oração de um ex-ateu


Saí por aí…
Mundo afora,
Em busca de ajuda…
Sem saber o que fazer… Então gritei…
Chorei…
Supliquei…
E… nada… somente um vazio imenso e eco dos meus próprios gritos!
Procurei até por um certo… Deus…
Que nunca tinha visto, nunca O tinha
sentido… – mas fui em busca…
Não O encontrei…
Que decepção…
Na verdade, nem sei porque me decepcionei…
Decepcionado de que?! Por quê?!
Eu, decepcionado! que decepção!
Logo eu que nunca acreditei em nada!
Agora – decepcionado!
Para mim, até então, tudo era ilusão e criação do inconsciente,
Pois o consciente recusava a tudo e a todos!
Mas a minha caminhada continuou,
E enquanto mais caminhava, mais
rude fui ficando…
Então parei…
E novamente gritei, supliquei e… nada…
Só silêncio!
Ironia do destino?
Mas… que destino?! o que será destino?!
Pensava eu desconsolado…
Mas… de repente… foi no âmago desse
silêncio profundo,
Foi na angústia de tudo querer… e só
crer no material…
E naquele momento, nada ter…
Foi da semente da solidão de minha angústia,
Que percebi… algo estava mudando…
Algo estava nascendo…
O que seria, então?!
Parece que um sentimento estranho,
tomava conta de mim…
Mas que sentimento? O que é sentimento?!
Nada sabia…
Era um analfabeto dos sentimentos,
da credulidade…
E… finalmente a voz de minha consciência me acordou,
Mas se não estava eu dormindo…
então acordei de que?…
Ah! Acordei de minha própria ignorância!
Acordei da angústia,
Acordei pra vida…
Pra vida que nunca tinha vivido, até então…
Nunca tinha sentido o carinhoso ósculo do vento,
Não tinha percebido o abraço fraterno de
uma cachoeira,
Nunca tinha ouvido a magistral orquestra
da natureza…
Eu era um cego, embora de olhos abertos…
É o que às vezes penso!
Pois, não enxergava as estrelas, muito
menos as constelações,
A lua era um sinal a mais no firmamento…
nem percebia o seu diâmetro maior, altivo e
fascinante…
Firmamento… que palavra interessante!
Não sabia que existia firmamento,
universo, astros,
Tudo e tão somente… era… mundo…
imundo que eu conhecia…
O sol, astro rei nunca tinha aquecido
a minha vida inconsciente!
A lua, nunca tinha me afagado…
E, de repente, vejo que existe rios e lagos, mares, florestas, animais
E até o bicho homem…
Tive que parar… e pensar… ah! Que bom,
eu também pensava,
Acabei descobrindo isso, pois não sabia…
Só sabia… que em nada acreditava,
Que ignorância… – santa ignorância! Santa?!
Mas que santa, o que era ser santo?!
Mas… de repente… que bom…
Ergui de minha própria ignorância para
enxergar o óbvio…
E perguntei a mim mesmo
Quem tudo fez?
Mais uma vez não obtive resposta,
Mas olhando para o céu enxerguei uma existência simplesmente – Divina!
E exclamei!…Somente um Poder Extraordinário pode ter criado tudo e a todos!
Finalmente a flor desabrochou, o fruto renasceu em meu coração,
O fruto perdido, mesclado pelo pólen do amor, a maior virtude do coração humano…
Então cheguei à conclusão de que Deus
existia sim,
Aliás, cheguei à clara e cristalina conclusão,
que Deus existe!
E… agora que conheço tudo o que foi criado
Por sua extraordinária e infinita vontade…
Digo… repito… e, repetirei sempre… Tu és o Pai de todos nós…
Tu és… o meu Pai !
Portanto, agora e sempre… Glórias, rendo a Ti e
Ao teu santo nome, óh!
Grande Arquiteto do Universo!

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