A prazerosa missão de ser Pai é um presente de Deus para o homem, vez que Ele dá a Graça de conhecê-Lo na Sua plenitude. Esta Graça de Deus indica o modo como o Pai Eterno e Celestial faz com que o homem possa espelhar sua conduta Naquele que lhe ama. Para que o homem decaído pudesse se reconciliar com Deus, o Pai enviou a Si mesmo como Filho, no corpo do menino Jesus. Dessa forma, DEUS, a um só tempo, foi Pai e Filho. Pai carinhoso, paciente e compreensivo que soube amar Seu amado Filho respeitando a Sua condição humana.
Filho obediente e fiel soube compreender a mensagem de amor do Pai, cuja vontade sempre prevaleceu sobre a Sua, pois era boa.
O Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, dá ao homem, através do Filho, a sabedoria para conhecê-Lo, amá-Lo e aceitá-Lo como Pai Eterno. Presenteia o homem com uma força fenomenal para vencer os obstáculos que irá encontrar no caminho que o leva em direção da casa do Pai. Concede à alma do homem a fonte de toda beleza para que ele possa caminhar o seu caminho sorrindo. É através de Jesus Cristo, que é Filho, que Deus ensina amorosamente ao homem o dom de ser pai.

Portanto, todo o homem que for sábio, será forte o suficiente para vivenciar a paternidade como uma beleza real.

É justo e necessário que sejamos com os nossos filhos tão amorosos, pacientes e compreensivos como o Pai é conosco, pois Ele conhece e aceita nossas fraquezas como seres humanos. Ele, em Seu ato de amar, age como pai, amigo e irmão.

Como Bom Pastor, Ele nos protege de nós mesmos. Nem sempre esta compreensão é aprazível.

Como Filho, Ele foi Mestre, vez que nos ensinou a sabedoria do amor de Deus. Como Mestre, Ele foi um fiel companheiro no nosso caminhar, Ele nos deu força para nunca desistir e sempre acreditar na certeza da sua promessa. Como Companheiro de jornada, Ele foi também aprendiz, pois Ele nos ensinou a humildade para compreender melhor a vontade do Pai, aqui na terra, como no céu.

Dessa forma, todo homem, para ser bom pai, deve seguir os passos certeiros e retos de Jesus Cristo, que refletiu miraculosamente a paternidade de Deus – Pai.

Devemos, então, como pais, amar nossos filhos como Deus nos ama. Isto implica num ato de amor incondicional, gracioso.

Devemos, pois, compreender nossos filhos como pessoas humanas e individuais que, como nós, são também dotados de imperfeição; portanto, falíveis.

Além de amar e compreender, devemos ser pacientes com nossos filhos da mesma maneira com que Deus é conosco, pois eles são nossos reflexos, ou seja, eles também sofrerão o assédio da soberba, da ira, da inveja, da preguiça, do medo, dentre inúmeros males que nos afligem, embora sempre vamos imputar ao próximo tais vícios da personalidade.

Como mestres, temos a obrigação de ensinar aos filhos o caminho da verdade, da retidão de conduta, da virtude na convivência humana. Eles saberão nos compreender, pois somos suas referências para uma vida virtuosa e plena.

Como companheiros, devemos estar sempre ao seu lado compreendendo o seu modo de ver o mundo, suas angústias, seus desejos, seus medos, suas virtudes. Devemos, pois, caminhar com eles o seu caminho, amparando-os, sem impor o nosso modo pessoal de caminhar.

Como pais, devemos ser humildes aprendizes de nossos filhos, pois nas suas mais singelas atitudes estaremos a relembrar virtudes já esquecidas em nossas mentes, às vezes preguiçosas, às vezes insolentes.

Devemos, pois, como ensina Jesus Cristo, procurar sermos perfeitos como o Pai, amando nossos filhos como Ele nos ama, pois chegará o dia em que Ele nos perguntará: como estão os meus amados filhos que confiei a ti?

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