Ao apresentar este trabalho, quero, antes de mais nada, sem qualquer sombra de dúvida afirmar, que como membro desta A∴ R∴ Loja, este Ir∴, não passa além de um simples Ap∴, embora por obra dos ditames de nossa Ordem, tenha galgado alguns graus, de forma de cumprir seus interstícios, isto não creio e certo estou, não conhecer tudo sobre a NOBRE ARTE. Nada sou e estou convicto que não passo, repito, de um simples Ap∴, e muito me alegro em categoricamente poder isto afirmar.
Assim, esta peça de arquitetura se reveste de um hábito, qual seja, o de procurar sempre aprender e humildemente lembrar o que está inserido no LIVRO SALGADO, em Eclesiastes, cap. 2,ver. 4-5, que assim diz: “Aceita de boa vontade tudo o que te sucederá e tenha o sofrimento na tua dor, e ao mesmo tempo, seja humilde e tenha paciência, porque no fogo da vida se prova o ouro e a prata, e os homens, que receber Deus quer receber na fornalha de verdadeiro amor, hão de levar sempre a vitória”.

Devemos saber e aceitar também, que quanto mais nos aperfeiçoamos, mais descobrimos as nossas imperfeições procurando nos ensinamentos dos sábios e dos mestres instrutores, um caminho para o conhecimento da LUZ do nosso espírito, que mostra claramente sobre o grande tema que é a VERDADE.

Por falar em VERDADE, a mesma é a razão que nos induz a lembrar a LIBERDADE, quer dos nossos atos ou dos nossos pensamentos, onde o grande filósofo GOETHE, se referindo a dois extremos da vida, em um dos seus temas afirma: “Cada vez que se diz a um moço a verdade pura e simples, granjeia-se a antipatia. Passados alguns anos, quando aprendem a dureza da vida, passam a acreditar de a tê-la inventado e decidem que tal ensinamento do mestre não era mais que uma lembrança.”

No dicionário da Maçonaria, de Joaquim Gervásio de Figueiredo, encontramos o seguinte: “A verdade absoluta não existe no finito condicionado onde vive o homem; ali somente existem verdades relativas, em que o ser humano tem de se apoiar”. Todavia, em todos os tempos tem existido sábios que vislumbram a verdade absoluta, da qual tiraram parcelas, para ensinar a VERDADE RELATIVA ao gênero humano, condicionadas às próprias necessidades e muito limitadas as suas possibilidades. Ninguém pode comunicar a outrem a verdade total e definitiva, isto porque é lei que cada qual tem de desvendá-la por si próprio. CONHECER A SI MESMO, é o primeiro passo para a VERDADE, é o ardente e desinteressado amor. A verdade é o credo autêntico do maçom; aquele Ir∴ que consagra a Sublime Ordem, jamais visando quaisquer vantagens, a não ser o aprimoramento moral e intelectual.

A VERDADE TAMBÉM É A RAZÃO que nos faz lembrar a LIBERDADE de nossos pensamentos, dos nossos atos, onde muitas vezes mentimos com a nossa fala. Mas os nossos atos, hoje no porvir dos tempos refletem de forma positiva ou negativa a nossa verdadeira imagem, que se apresenta no espelho como sendo a verdadeira consciência da alma. Sem a verdade limpa e pura, não existe razão, não existe moral, é como uma estrela coberta de densas nuvens, somente as trevas da maldade predominam.
Queremos ainda dizer que a verdade é expressar com inteligência alguma coisa visada, opondo-se ao contrário do erro, com a mais completa doçura. A verdade nunca foi amarga nem para os sábios muito menos para os justos. No verdor da vida, a verdade nos leva para a nossa própria instrução e experiência, contando que com ela tivera virtudes de conviver. Já na velhice, ela sempre está a postos, numa atitude de consolo, de alegria e de satisfação, isto para aqueles que sempre a cultivaram em sua plenitude.

Assim, a verdade é uma acomodação, entre a inteligência e alguma coisa opondo-se ao erro, procurando conhecer a coisa como realmente é. A verdade sempre se impõe sobre a mentira, pois esta sim é uma falsa ideia. A verdade, sendo exercida com responsabilidade, dizemos sempre que é a razão dos fatos, ou do real, é o conceito da realidade e da justiça.

A verdade moral, é o fato do relacionamento humano durante toda a sua vida, em prol do saber em benefício da humanidade que deve ser feliz e fraterna.
O ser humano, e principalmente o maçom, não deve jamais esquecer da verdade e da razão, para não olvidar, ou seja, esquecer, muito menos ignorar, que é um homem de caráter, de honra e despido de falsidade, enveredado na retidão e em momento trair o seu semelhante ou querer fazer justiça com as próprias mãos, mormente em nossa Ordem, uma vez que os nossos respeitos, as nossas considerações e os nossos tratamentos são de verdadeiros IIr∴.

O homem virtuoso jamais deve se embrenhar na trilha da vaidade, muito menos ser orgulhoso, soberbo ou arrogante, para não tropeçar em seus próprios passos e entender que as trevas da ignorância são deveras prejudiciais ao ser humano, mormente sendo ele maçom.

Desta maneira suplico, concedei-me Senhor, serenidade e sabedoria para poder abraçar e aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para mudar aquelas que podemos e, sabedoria para distinguirmos umas das outras, com veracidade, amor verdadeiro para a eternidade. Aliás, fraternidade é o laço de união, de amizade, companheirismo, camaradagem e outros princípios praticados entre os homens, mormente entre nós, os membros da Sublime Ordem. A verdade é a mais pura das virtudes. A verdade é aquilo que está ligado intimamente a tudo que é sincero, que é verdadeiro, é a ausência da mentira.

A verdade em muitos casos nos leva à virtude e a virtude nos leva ao Paraíso. Também não podemos esquecer a inverdade, ou melhor, a mentira, que nos leva ao pecado e como é cediço, o pecado nos leva ao inferno.

Como aconteceu, acontece e acontecerá, a pessoa busca através da inverdade enganar a terceiros, porém na realidade nua e crua, engana-se a si próprio, só depois disso é que consegue, isto é, se conseguir, enganar o seu semelhante, o que é de uma sordidez, uma hipocrisia com toda sorte de maldade.

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